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SNA e Azul decidem por encerrar as negociações de ACT

11 de agosto de 2026

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O SNA informa aos tripulantes da Azul Linhas Aéreas que as negociações para a construção de um ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) abrangente estão encerradas neste momento. 

O processo de diálogo com a Azul teve início ainda em julho de 2025, focado no levantamento de problemas operacionais e denúncias da categoria. Ao longo desse período, as tratativas sofreram interrupções para o atendimento de pautas com datas específicas para ocorrerem, como as negociações da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), concluídas no final de 2025, e o debate do tempo em solo junto ao TST, finalizado em maio deste ano.

O SNA consultou os associados através de um formulário e trouxe para a empresa as principais reivindicações dos aeronautas, sendo formalmente encaminhadas à Azul por meio de ofício. Ainda em maio, o SNA e os representantes sindicais vinculados à Azul intensificaram a construção de uma proposta geral.

Dentre os principais pontos apresentados na pauta de reivindicações geral do ACT estavam:

  • PPR (Programa de Participação nos Resultados): criação do programa e definição de prazo para implementação;
  • Revisão de escalas: acompanhamento pelo SNA das escalas e comitês internos;
  • Monofolgas: regras rígidas para apresentações após monofolga e limitação de apenas 1 monofolga por mês;
  • Ampliação de benefícios e salário: aumento da licença-paternidade, possibilidade de reajuste salarial antecipado e acima da inflação, e negociação do tempo em solo entre etapas.

Ao longo das negociações, a Azul utilizou o processo de recuperação americano (Chapter 11) como justificativa para não ter custos adicionais com os tripulantes. Em 2025, o discurso empresarial foi de que “estamos dentro do Chapter 11” e em 2026, o discurso mudou para “saímos recentemente de um processo de Chapter 11”. O mesmo discurso foi usado para justificar o uso de empresas estrangeiras Euroatlantic e Hi Fly, na modalidade Wet Leasing, retirando voos de tripulantes brasileiros (o SNA judicializou o tema e aguarda o trâmite do processo).

Em novas conversas, já em 2026, a empresa citou o preço dos combustíveis, em mais uma tentativa de justificar a falta de melhores condições aos aeronautas. O SNA, ainda assim, manteve-se em contato com a empresa. 

Após diversas reuniões e tentativas de viabilizar um avanço no acordo, a Azul informou na última semana que não teria condições de trazer alguma cláusula importante para o ACT geral e propôs negociar exclusivamente pontos específicos da operação das aeronaves A330, somente para pilotos.

A empresa sinalizou que faria as seguintes mudanças: 

  • Elevar os limites de horas de voo para 100h/mês e 1.000h/ano;
  • Fazer com que o tempo de aclimatação após o voo internacional fosse aproveitado no período de folga do tripulante;
  • Oferecer contrapartidas diárias maiores restritas a pilotos em voos internacionais e garantir remuneração média (valores abaixo da média do A320).

O SNA considerou a proposta desequilibrada e apresentou uma contraproposta exigindo que a negociação do A330 ocorresse em paralelo à pauta geral e garantisse:

  • Pagamento por horas excedentes e remuneração mínima específica para a operação do A330
  • Diárias internacionais fixadas para toda a tripulação efetiva, englobando pilotos e comissários;
  • Em caso da possibilidade de aclimatação durante o período de folga, o grupo ter como garantia mínima de 12 folgas e mitigações relacionadas à fadiga;
  • Fim do uso de wet leasing e manutenção de quadro fixo de comissários no A330;
  • Reajuste salarial antecipado e acima da inflação;
  • Limitação de apenas 1 monofolga por mês.

O SNA pretendia avançar nas conversas com a empresa e, posteriormente, deliberar o tema junto aos tripulantes, informando todo este histórico apresentado aqui. Porém, diante da recusa da Azul em avançar com alguma cláusula importante no ACT e equilibrar a proposta destinada aos pilotos do A330, o SNA e a empresa dão as negociações como encerradas. 

O SNA reforça que já está identificando os pontos da operação que apresentam irregularidades jurídicas e adotará as medidas judiciais cabíveis para resguardar os direitos e a segurança dos aeronautas. O sindicato repudia a postura da empresa em não valorizar os profissionais, não apresentar uma proposta digna, com avanços reais, e ainda seguir com o uso de wet leasing em suas operações.

Por fim, o sindicato destaca que permanece aberto ao diálogo com a Azul e manterá a categoria informada sobre qualquer novidade.

Em caso de dúvida, entre em contato com o SNA.

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